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MARIA BETHÂNIA ESTREIA SHOW DE SEUS DOIS NOVOS CDS, "TUA" E "ENCANTERIA", NO CANECÃO
Maria Bethânia acabou de lançar dois CDs, batizados de Tua e Encanteria. O primeiro, com o título da canção homônima de Adriana Calcanhoto, traz um repertório de canções de amor; já o segundo, de celebração e festa, ganhou o nome de uma das canções e letras de Paulo César Pinheiro presentes no disco. E é o show destes novos álbuns que a intérprete fará em Belo Horizonte dias 18 e 19 de Novembro no Palácio das Artes.
Gravados entre março e junho deste ano, os álbuns trazem 22 canções, todas inéditas. Além de gravar seus compositores conterrâneos em músicas como Santa Bárbara e Feita na Bahia (ambas de Roque Ferreira), O Nunca Mais (Roberto Mendes e Capinan) e O Que Eu Não Conheço (do sobrinho J. Velloso em parceria com Jorge Vercillo), a abelha-rainha registrou, pela primeira vez, uma canção de Wander Lee (Estrela), outra de Dori Caymmi (É o Amor Outra Vez, em parceria com Paulo César Pinheiro) e de Márcio Valverde e Nélio Rosa (Você Perdeu), também conterrâneos. Bethânia também ganhou a companhia de três vozes ilustres. Gilberto Gil e Caetano Veloso dividiram com ela os vocais em Saudade Dela (Roberto Mendes e Nizaldo Costa) em homenagem a Dona Edith do Prato, que faleceu no início do ano. Já Lenine gravou Saudade, primeira parceria de Chico César e Moska, feita especialmente para ela.
Amor, festa e devoção são o mote destes dois trabalhos. "São palavras que me dão norte e que têm como subtexto a fé, a esperança e a caridade, características fortes em minha mãe", explica Bethânia - que dedica o show à Dona Canô. "Isso explica a energia e o seu espírito para com a vida, os seus 102 anos... Tudo isso são aprendizados para mim. Só agora consigo traduzir em música, intenção e gesto tudo que ela representa para mim".
Com direção e cenário de Bia Lessa e roteiro da própria Bethânia em parceria com Fauzi Arap, no show predomina o repertório destes CDs ao lado de canções já conhecidas de Chico Buarque, Milton Nascimento e Vinicius de Moraes, entre outros, - algumas inéditas na sua voz. Lauro Escorel, premiado diretor de fotografia de cinema, assina a iluminação do show.
E é com este olhar inovador que Maria Bethânia estreia no Canecão trazendo uma banda menor - sob a regência de seu maestro Jaime Alem - que privilegia sua voz e a assinatura ímpar de sua interpretação, com mais espaços e silêncio, num clima mais intimista. Um cenário com poucos elementos reflete a simplicidade desse momento, com um quê de uma pequena cidade do interior e um pé na urbanidade. Uma referência a Santo Amaro, à Dona Canô e também à pluralidade dos ritmos no seu canto.
É o chão de terra, a madeira de tábua envelhecida, o manto com rosas vermelhas e pequenos quadros com fotos/imagens retratando a fé, as pessoas e as coisas do Brasil tão presentes no canto desta intérprete que, com novas abordagens musicais, embrenha pela musicalidade de um Brasil remoto, interiorano, caipira, sertanejo, litorâneo e vai buscar canções desconhecidas ou à margem de um País urbano, porém repleto de religiosidade.
Jaime Alem assina os arranjos (e também os violões, viola e guitarra), ao lado de Jorge Helder (baixo e violão), Carlos Cesar (bateria e percussão), Marco Lobo (percussão) e Vitor Gonçalves (piano, acordeom e violão).
Serviço:
Ingressos à venda nas bilheterias do Teatro Nacional, Brasília. Informações: (61) 3325-6256
Preço dos Ingressos:
Sala Villa-Lobos
Inteira: R$ 300,00 Meia*: R$ 150,00
-------------------------------- *Atenção:
Meia-Entrada válida para estudantes, professores, portadores de dificuldades de locomoção, idosos, e doadores de 01 Kg de alimento não perecível.
Será exigida apresentação de documento na compra e na entrada.
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